projecto zero
Projecto zero tradicional do belo vazio ventre.
O cérebro a doença da identidade. Símbolo.
De Deus Saudade
1. PROJECTO ZERO
Projecto proposto sem compromisso, presentemente desenvolverá o efémero num ensaio performativo, as personagens intervenientes jogam a identidade personificada, o jogo mental da morte em jejum duplo por terceiro.
Desenvolverá o objectivo do subjectivo no:
- Espaço público da comunicação social (Intervalo).
- Espaço privado do actor vazio na linha divisória de órgãos (Acto).
Corpo natural de quem vê. Corpo natural de quem faz. Ambos artificiais no ofício do espaço a interpretarem.
Ensaio subjectivo de moralidade e objectivo na imaginação económica do ser falso de verdade.
Baseado na solidão do imaginário repartido pela sobrevivência concentrada, a esquizofrenia depressiva da mecanização espiritual, o delírio da sanidade artificial e natural, o corpo sem corpo próprio construir a destruição.
A mente do cérebro sem órgãos escurece.
Apontamento: doenças cercadas no som vazio já branco e acompanha em passo fúnebre.
2. APRESENTAÇAO PREFORMATIVA – PEÇA Zero (anexo)
A escrita teatral divide-se em 6 tempos:
- Acto I – 2 personagens (Encenação do corpo teatral)
- Intervalo Performativo – 6 figurinos – Comunicação social que distribui garrafas de água (sem rótulo) ao público presente.
Enquanto entram músicos (Trombone de vara, Saxofone tenor, Tuba, trompa, caixa, Clarinete) em compasso fúnebre na marcha grave como num velório.
- Acto II – Continuação do ensaio encenado, corpo teatral.
- Intervalo Performativo – 6 figurinos – Fotografam cada indivíduo do público dirigindo-lhes sons sem palavra, vozes.
Um corpo enforcado estará algures no espaço.
- Acto III – Continuação do ensaio encenado, corpo teatral.
- Intervalos Performativo – Soltam-se 28 ratos brancos.
6 Figurinos fotografam em delírio os animais exaustivamente com emergência.
No exterior do edifício está uma cama a arder, os fotógrafos aquecem as mãos seriamente enquanto 2 personagens riem loucamente.
3- ESPAÇO E TEMPO
Espaço interior – No lado esquerdo uma lâmpada, no direito uma tocha. As personagens não se cruzam.
Espaço exterior – À entrada do edifício estará uma cama de ferro com um colchão.
Tempo sem verbo – Organização temporal da imaginação económica. Identidade sem calendário de tempo.
Quem vê e quem faz representa o espaço temporal do contexto, moldura de um tempo espacial.
Todos os presentes serão responsáveis pelo ensaio.
Objectivo
Ceder um espaço para um velório fúnebre de almas.
Método
Comunicação.
Calendarização
Sempre às 22h.
4 – ANEXOS:
PEÇA ZERO
Personagens:
- Rapariga: 30 anos
- Rapaz: 27 anos
A porta depois do silêncio bate em sinos entre sonhos conscientes, a inconsciência da alucinação da venda, encontro corda da morte e respeito vergonhoso dependente pela negociação.
Duas mentes mentalizadas que dormem a realidade no pesadelo de uma negociação, o espontâneo aborto mata ou matou três homens… sem possibilidades nasce vendida a criança do sonho passado, a morte sonâmbula levantasse à noite, matou mais um.
Embalados mentais no distúrbio da culpa dormem pesados doentes, a última vez foi aos olhos da esquizofrenia pregada em depressão que dorme. Sobrevivência da expressão morta.
Dependentes isoladores de sombra maligna. Energia do medo duplo unificado sem corpos, a palavra pensou o suicídio de receitas impostas ao ser, comprimido sem tempo, ódio na forca cruza-se o compromisso da morte.
Cena I – Abrir
(Pausa II)
Rapariga – Queres o meu corpo?
Rapaz –…
Rapariga – O papel, outra vez.
(Pausa I)
Não quero, olha para mim…
Rapaz – É insuportável.
Rapariga – A tua mãe, veio à porta hoje?
(Pausa I)
Estou de três meses, correio.
Rapaz – Não falo de tempo.
Rapariga – Era positivo, uma ordem do momento.
Rapaz – Eu, negativo. O resultado é negativo. Positivo com negativo é negativo.
Cala-te, dorme, cala-te, não são horas de falar, dormes nessa cama?
(Pausa III)
Rapariga – Engravidaste-me.
(Rapaz)
Rapariga – Estou grávida, grávida, outra criança. Vou abortar. Desta vez queremos morrer! Uma opção.
(Rapaz)
Rapaz – Tu também?
Rapariga – A vergonha preguiçosa.
Rapaz – Controla-te.
Rapariga – O jejum desordenado.
Rapaz – O jejum acaba hoje.
Rapariga – A criança, a venda, é triste repetir! E tu?
(Pausa I)
Abortar, vender, não sei...estamos a ficar sem comida!
Rapaz – Cala-te, cala a merda dessa boca! É tarde, precisas de ajuda?
Rapariga – Dinheiro, outra vez na farsa social, chama neurose.
Rapaz – Sem sobrevivências. A criatura morreu, na última fase não se sustenta o sangue.
Rapariga – Não o substituiria, prefiro abortar, ou queres vendê-lo? A primeira vez já passou, são gémeos de anos diferentes injustiçados.
Rapaz – Estás deprimida, dorme. O serzinho é vendido. Eu, o comprado ao valor dele, o preço, o meu preço congelei. Sem piedade. Desisti e fui vendido. Suportado pelo corpo. (Pausa II)
Reparti o dividido e tenho um desejo… não me lembro, apaguei-a no sem além... era só uma?...
Os dedos, a alegria da injustiça. Vomita música esta noite, venerada situação. Estou sem pacto.
(Pausa …)
Rapariga –O problema meu. A culpa minha. Fazes sentir nojo, tenho nojo de ti! Não te vejo ao tempo de três meses, tenho fome.
Rapaz – Come ar, ou o teu cheiro. Tens duas opções sem tempo imaterial!
Rapariga – O filho, é teu. Tens dúvidas? Estou sozinha.
Rapaz – Nunca uma mãe, justifica-te sem espaço duplo.
Rapariga – Duas, o tempo da vírgula triste.
Rapaz – Consciência.
Rapariga – Conseguiste, vendeste. Que merda de sobrevivência é está?
A tua mãe, nunca se esqueceu da fome? Vamos mudar de quarto, não olhes, ela morreu, não é uma sombra.
Rapaz - Culpada, esse dinheiro nunca foi meu. Foste a culpada. Tu…
Rapariga – Estamos vivos, sem ela, e vem outra!
Rapaz – Tu! E esses, anti sociais que contemplamos como material venderam-na.
Rapariga – A tua dívida, queria-te perdoar sem preocupações.
Rapaz – Eu disse, matava-me.
Rapariga – Precisávamos viver, desculpa estou angústiada, mas estamos vivos, não estamos?
Rapaz – Tu, não eu. Não tens decisões, dorme, e sonha.
Dorme e sonha, a criança és tu. Dorme e sonha, a criança és tu. A criança, tu.
(Pausa III…)
Rapariga – Sabes falar de família para terminar?
Rapaz – Durmo. Desespero, dói-me a estrutura, intérprete sem ligação, a cama no cinzento. Que quarto é este? Não vou desistir, vês a sombra?
Rapariga – O líquido! Estamos vivos.
Rapaz – Estou envenenado.
Rapariga – Consegues acalmar?
Rapaz – Durmo sempre em natureza.
(Pausa II)
Rapariga -A criança és tu, a criança, dorme e sonha.
Rapaz – Porque não abortaste, porquê? Invejavas-nos companheiros estranhos, por moedas! Porquê?... Cabra, devia estar morto, sabiam isso e foi perseguido. Trancado, estou trancado, sem raízes.
(Pausa I)
Diz-me? Estás sem voz? Putas e as crianças certas.
(Pausa III…) A dívida! A dívida era o meu Seguro, não tenho respeito. Meu, eu, meu, três. Merda sem razão. Porque não abortaste, são sombras os pensamentos da beleza, um instinto, estamos com uma opção. Vou morrer, a força sem construir, não a mesa do passado, não me deram esperança…
Tenho medo, o quadro, não me reconheço ninguém, estou fraco não sei! É imaginação.
(Pausa…)
Estou de castigo construiu a imagem, não sou teu filho.
(A rapariga, a casa de banho)
Cena II – Fechar
(Marcha grave fúnebre, 2º Clarinete)
(…Pausa III…)
Rapariga – Repete, repete, repete, não queres sair.
Dói tanto, tanto. Ver a corda que te escolhi, uns sentimentos de cair, ser rejeitado duplicou da miséria. Não, não, não, não.
Não desfazê-lo agora! Abortado! Repete, repete, não desistas, a morte neste quarto. Suporto. Repete, foi a tua mãe, sem trágico fomos embora.
Destroce.
Já vi esse vulto. Destapa a cara.
Um espelho, o momento repetido, sem fotografia, pois, aborto espontâneo de filhos, afinal, sem irmãos.
Tu, Oh vendido, este antecipou a fotografia, foi cedo. Tens coragem?
(Pausa II)
Vomitar, dois mortos em casa. Rapaz um abraço. A mãe foi um caso. O jejum no quarto, não descobri, vou-te, vou te deixar sem irmão, tu desconhecido…
(Pausa I)
Rapaz – Não.
Rapariga – Medo.
Rapaz – Sem filhos. Que filhos? Puta surpreendi, a mente escureceu, é cinzento.
Rapariga – Sem abismos.
Rapaz/Rapariga – Ah! Ah! Ah!
(Assobiam)
Rapaz – Foi o último, espuma-te. (Assobia)
(Pausa II)
Rapariga – Estava mesmo grávida, vem ver!
Rapaz – Estavas? (Assobia)
Rapariga – Presente.
(Pausa I)
Rapaz – Foi o passado. Estás a sonhar, não te quero tocar, limpa a sanita.
Rapariga – Morre em canos. Há ratos?
Rapaz – Cala-te, mentirosa de exemplos.
Rapariga – Adoro-te, perdeste a tua mãe, os filhos, dinheiro e um aborto. Repete, repete. Verdade independente, encontra um sonho depois da hora da venda morta.
Rapaz – És uma fantasia.
Rapariga – O combinado, só espontâneo, é a diferença!
(Pausa II)
Não houve decisão, não tive opção, foi agora! Ouviste? Olha para mim…
És o primeiro a experimentar matar o teu desvio interior, um jejum preenchido.
Rapaz – Ando magro.
Rapariga – E fraca.
(Pausa II)
Rapaz – Consequência.
Rapariga – Sequência.
(Pausa I)
Rapaz – Multiplicai-vos.
Rapariga – Em comida.
(Pausa I)
Rapaz – As cores estavam certas.
Rapariga – Que raio de fórmula.
(Pausa II)
Rapaz – Estás misteriosa.
Rapariga – Tenho a língua seca.
Rapaz – Estás morta?
Rapariga – Deixei-me dormir.
Rapaz – Não acordes do jejum…
Rapariga – Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer.
Rapaz – Só inconsciente.
(Pausa II)
A criança é tu, dorme e sonha.
(Pausa I)
As cordas vêm de todo o tempo, não fiques assim, corpo. Seres de cativeiro, estou sem quebrar o compromisso. Descobri a minha mãe no jejum. Não me toquem nunca! Amo, porque estou morto, e um morto?
(Pausa I)
Rapariga – Sinto mais a voz. Agora é tarde, a fórmula resulta, estamos a assistirmo-nos um ao outro, estou calma em distúrbios, sabes falar de família?
Rapaz – Sou o último a olhar para o quadro, não consigo falar para ninguém, estou a sonhar, queres dinheiro? Apalpo-me morto, não sei conseguir em eu.
Rapariga – A criança és tu. A criança és tu.
Rapaz – Tenho uma sombra de culpa, sem amigos. Mãe, mãe… destapa os ratos que temos lá fora, tenho os pregos sem ar!
Rapariga – Olha para o quadro, isso faz parte da história, não foi fácil. Tenho asma assustei-me quando era criança, vi uns sonhos brancos e fiquei sem ar. Essa procura da oferta depois é família da vendida encomenda produzida.
(Pausa I)
Rapaz – Sem compromisso de castigo.
Cena III – Abriram
Rapaz – Estou sem cheiro.
Rapariga – Perdi o sorriso.
Rapaz – A olhar, apalpei o ar, cheirei os sentidos, odeio, odeio-vos.
Rapariga – O sonoro da solidão no desinteresse, são reais, o segredo a quatro vidas sem mistério humano, tenho regras e leis que se passa sem cumprir um desejo. No passado, já matei uma família, hoje acaba o jejum do sentido da venda.
(Pausa I)
Rapaz – Isto é um ponto de passado, tens fome vem um filho! Ah!
Rapariga – Queres procurar a tua dependência em dinheiro, trancados sem conseguir viver lá fora, acabou o jejum é compromisso sem dinheiro, pago pela venda do que ficou vivo.
(Pausa II)
Rapaz – Tens fome, odiosa de merda?
Rapariga – É tua e minha, por três, e este ultimo. A testemunha do correio, a tua mãe sabia, perguntaste à sombra?
(Pausa II)
Rapaz – Tínhamos fome?
Rapariga – De solidão.
Rapaz – É segredo, fala de família por personalidade.
Rapariga – Acabou o jejum da psiquiatria.
(Pausa I)
Rapaz – A sangue! Meu deus porque me desobedecestes?
Rapariga – Adorada seja a dependência sem verdade.
(Pausa II)
Rapaz – Vou dormir, não me tocarás.
Rapariga –É o corpo.
Rapaz – Depressiva esteve sem alimento, putas.
Rapariga – Esquizofrénicos.
Rapaz – Deprimidos.
Rapariga – Reza.
Rapaz – Confessa-te.
Rapariga – AAAAAAAAAAAAAA…
Rapaz – Dorme e sonha a criança és tu. Dorme e sonha….lá, lá, lá.
Rapaz – Estamos a viver, boa noite espírito.
(Pausa I)
Fim
OBJCTIVO ARTISTICO
Não sei quem não escreveu, não tem nada como o bilhete de identidade, nem nasceu, caiu pela terra a ideia de um projecto visto que aquela imaginação foi roubada de um sonho sem época. Não tem identidade pode ter a encenação de mais um roubo.
SUBJECTIVO DESCONHECIDO
Entrelaçado com excertos de Sarah Kane.
Sonhei que tinha ido ao médico e que ele me tinha dado 8 minutos para viver. Tinha estado sentada na merda da sala de espera meia hora.
Um desencontro no espaço, desconhecido o instante datado objectivo das coisas. Trinca! Está ocupado e desinteressado num asilo assaltado. Porque fui eu que disse? Tu? Disse-te? Ele disse? Eu disse? Foste tu?
Eu sou tu disse-te que eu disse que ele fui eu onde?
Esta bem. Esta bem, vamos fazer isso. Vagabundos entregues sem palavra. Pausa. Ponto final. Pausa desses verbos. Trinca! Trinca!
Morde o real imaginário. Trinca!
Vamos para as drogas, vamos para a lobotomia química. Vamos, trinca!
O consciente bobo já descomposto recai embalsamado no terminal sem campo inconsciente que trinca, obvio. Obvio! Que obvio?
Não sei. Não. Não se vê ele nele. Não sei.
Aquela casa vazia do estado etário branca imagina sozinha
Um receoso compromisso sem moldura sem edifícios metafóricos. Vamos tapar as mais altas funções do cérebro, talvez assim eu seja um bocado mais capaz de viver merda.
Por agora a organização de história a mortos, oprimindo o torna voltas do mendigo à morte de um dia em sonho obvio. Obvio?
Sim. tu que não dizes sim sem não ou sim porque sim e nem nunca não foi não.
Sem físico julga um selo ou assinatura nega queima caras na pergunta sensível corta sem letra. Descompõem razões sem nota longa morte encadeamento essencial do juízo. Porque fui eu que disse!
Individual o duplo representa subconsciente real do espaço dotado. Sou eu onde?
Que fodi crianças pequenas que pediam piedade, gaseei Judeus, que matei Árabes. Vou sugar-te a merda dos olhos e envia-los à tua mãe numa caixa e quando morrer vou reencarnar tua filha só que 50 vezes pior e louca como tudo foda-se, a tua vida vai ser um inferno. Recuso-me. Recuso-me. Trinca, não olhes para mim.
O Trinca é o escritor da peça e o secretário de encenação
